Filmes Lançamentos: Os Mais Aclamados
Em cartaz nos cinemas brasileiros desde o dia 07 de novembro de 2019, Doutor Sono é uma continuação direta de O Iluminado. Contudo, o diretor Mike Flanagan teve a inglória tarefa de se manter fiel tanto ao filme dirigido por Stanley Kubrick, em 1980, quanto aos livros publicados por Stephen King em 1977 e 2013, que servem de base para o atual filme.
Doutor Sono
É notória a insatisfação de King com a adaptação de Kubrick, por mais que a versão cinematográfica de O Iluminado tenha sido um monstruoso sucesso de crítica e mais tarde aclamado como um dos melhores filmes de horror de todos os tempos. É fácil perceber como Flanagan estava pisando em terreno um tanto quanto ingrato. No entanto, ele parece ter conseguido satisfazer a visão crítica de King e o ajudou a fazer as pazes com a adaptação de Stanley Kubrick. De acordo com Flanagan, o escritor teria dito que o filme o fazia ver forma mais calorosa a versão de Kubrick.
Ainda que King tenha aprovado o roteiro, e até mesmo o resultado final, a todo momento fez questão de enfatizar a Flanagan que este era seu filme e que poderia ser fiel a sua própria visão da obra. Desse modo, tanto filme quanto livro seguiriam como obras independentes. A história de Doutor Sono segue o personagem Danny Torrance (Ewan McGregor), aqui já crescido. Se em O Iluminado ele era apenas uma criança descobrindo seus dons, em Doutor Sono ele começa como um adulto disfuncional enfrentando os traumas sofridos durante seu tempo no Hotel Overlook.
Após anos lidando com o alcoolismo, descontrole emocional e abuso de substâncias, ele finalmente se redescobre na pacata cidade de Frazier. Com o decorrer dos anos, Danny coloca sua vida de volta aos trilhos e passa a estabelecer um vínculo psíquico com uma menina chamada Abra Stone (Kyliegh Curran), cujas habilidades superam até mesmo as suas. Concomitantemente somos introduzidos a um grupo de pessoas, que utilizam a alcunha de O Nó, os quais se alimentam dos dons que pessoas como Abra e Danny apresentam.
O longa até o momento arrecadou 56 milhões dólares ao redor do mundo, tendo ficado abaixo das projeções da Warner Bros. Com isso, uma sequência que já estava engatilhada deve ser deixada de lado. Portanto, ao menos por enquanto, o Universo de O Iluminado chegou ao seu fim.
Pantera Negra e sua representatividade
A Marvel Studios, produtora de filmes de ficção de super heróis, lançou em fevereiro de 2018 o filme do Pantera Negra. O longa-metragem, conta a história de uma região que apresenta tecnologias de primeiro mundo, com mulheres guerreiras, e valorizando a cultura africana, desde suas pinturas e vestimentas até as artes marciais.
O filme com o primeiro herói e todo seu exército negro, foi muito bem aceito pelo público de todas as idades e sua continuação do filme é bem desejada. Aspectos ritualistas, culturais, organizações tribais, linguísticos e riquezas naturais do continente, foram muito bem exaltados no filme. Países com Zâmbia, Uganda e África do Sul tiveram grandes registros reais para transmitir uma realidade há trama; um deles foi o chapéu da rainha mãe, que é uma caraterística de mulheres casadas da Tribo Zulu.
Os fãs dos quadrinhos e dos cinemas entraram em loucura quando o filme foi lançado. A quebra de recordes de bilheteria contribuiu para que a diversidade no cinema se elevasse. O empoderamento transmitido pelo filme e todo seu elenco, ajudou a distorcer opiniões contrarias diante do continente de inúmeras faces, e também no Brasil, onde a intolerância afro religiosa e crimes decorrentes do racismo são frequentes.
A sétima arte honrou a cultura e a diversidade da religião do continente, ainda associado a escravidão e a fome. A aparição do exército de Wakanda, no lançamento mais recente da Marvel, Vingadores Ultimato, também deixou os fãs da saga em euforia. A cena em que o Capitão América, recebe um comunicado do Pantera Negra e ele se olha para trás, e aparece todo o exército dos vários filmes de 11 anos da Marvel, fez com que o público fosse a loucura! A ficção de super heróis também contribuiu detalhes pouco exibido da cultura africana nas telonas, evidenciando as musicas, cores, acessórios, vestimentas, culinárias e união familiar.
Por coincidência o diretor Ryan Coogler foi o primeiro negro a frente de um filme de super heróis. Pantera Negra, enriqueceu o enredo com detalhes fornecendo a complexidade de Wakanda, proporcionando ao público conhecimento, sobre a força e inteligência da raça negra, com seus atores praticamente todos negros, como Djimon Housou, Michael B. Jordan, Letitia Wright, Danai Gurira, Daniel Kaluuya, entre outros. O protagonista do filme, T’challa, interpretado pelo ator Chadwick Boseman, se adentrou no personagem, humanizando o filme, como se fosse à vida real.
Fora do longa, Chadwick é ator, diretor e roteirista e ficou conhecido após aparições do filme Pantera Negra da Marvel Studios. Sua carreira começou em 2003, em um episódio de Third Watch, num seriado de televisão. O ator, também escrevia peças com seu roteiro para Deep Azure realizado no Congo Square Theatre Company em Chicago. A produtora quebrou as expectativas, ao lançar Pantera Negra, com o empoderamento feminino, mostrando força e lealdade das guerreiras para com o rei, enalteceu os valores familiares, a cultura afro e a gana de proteger seu povo e as riquezas do seu reino, fizeram do filme totalmente inspirador.